A dengue é uma infecção causada pelo vírus da dengue e transmitida principalmente pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. É uma doença frequente no Brasil e pode acometer pessoas de todas as idades.

Na maioria dos casos, a evolução é favorável. Entretanto, algumas pessoas — especialmente crianças, gestantes, idosos e pessoas com determinadas condições de saúde — podem apresentar maior risco de complicações e precisam de acompanhamento médico cuidadoso.

Como a dengue é transmitida?

A transmissão ocorre quando o mosquito Aedes aegypti pica uma pessoa infectada e, posteriormente, transmite o vírus ao picar outra pessoa.

O mosquito se reproduz em recipientes que acumulam água. Por isso, eliminar criadouros continua sendo uma das principais formas de prevenção.

Quais são os sintomas?

A dengue geralmente começa de forma súbita, principalmente com febre alta, podendo ser acompanhada por:

  • dor de cabeça;
  • dor atrás dos olhos;
  • dores musculares e nas articulações;
  • cansaço e prostração;
  • náuseas e vômitos;
  • manchas vermelhas na pele;
  • falta de apetite.

Nas crianças pequenas, os sintomas podem ser menos específicos. Por isso, diante de uma febre sem causa definida, é importante observar atentamente a evolução do quadro e procurar avaliação médica.

Atenção aos sinais de alarme

Um período importante da dengue ocorre quando a febre começa a desaparecer, geralmente entre o 3º e o 7º dia da doença. É nessa fase que podem surgir sinais de agravamento.

Procure atendimento médico imediatamente se a criança apresentar:

  • dor abdominal intensa e contínua;
  • vômitos persistentes;
  • sangramentos;
  • tontura ou desmaio;
  • sonolência excessiva ou irritabilidade;
  • dificuldade para respirar;
  • piora importante do estado geral.

Esses sinais podem indicar evolução para dengue grave e exigem avaliação rápida.

Como é feito o tratamento?

Não existe um medicamento específico que elimine o vírus da dengue. O tratamento é baseado principalmente em hidratação adequada, repouso e acompanhamento médico.

Na suspeita de dengue, não se deve fazer automedicação. Ácido acetilsalicílico (AAS) e anti-inflamatórios não devem ser utilizados, devido ao risco de sangramento.

A escolha dos medicamentos para controlar febre e dor deve ser orientada pelo médico, especialmente no caso de crianças.

Dengue ou gripe?

No início, dengue e outras infecções virais podem apresentar sintomas semelhantes, principalmente febre e mal-estar.

A presença de tosse, coriza e espirros torna mais provável uma infecção respiratória, mas os sintomas isoladamente nem sempre permitem diferenciar as doenças.

Por isso, uma criança com febre deve ser avaliada considerando seu quadro clínico e a evolução dos sintomas.

Vacina contra a dengue

A vacinação é uma importante ferramenta de prevenção e complementa as medidas de controle do mosquito.

A Qdenga® é uma vacina tetravalente de vírus vivo atenuado, registrada pela Anvisa para crianças, adolescentes e adultos de 4 a 60 anos. O esquema é composto por duas doses, com intervalo de três meses.

Estudos demonstraram proteção contra a dengue e redução das hospitalizações pela doença, além de um perfil de segurança conhecido.

Vacinação gratuita pelo SUS

Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda a vacinação contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, com duas doses e intervalo de três meses.

É importante diferenciar a faixa etária para a qual a vacina é registrada da faixa etária contemplada pela estratégia de vacinação gratuita do SUS.

Quem não deve receber a Qdenga?

Por ser uma vacina de vírus vivo atenuado, a Qdenga é contraindicada para gestantes, mulheres que estejam amamentando e pessoas com imunodeficiência ou imunossupressão.

A vacina também não é indicada para pessoas com 60 anos ou mais, pois seu registro no Brasil contempla a faixa de 4 a 60 anos.

Por isso, antes da vacinação, é importante avaliar individualmente a indicação e possíveis contraindicações com um profissional de saúde.

A vacina substitui os cuidados contra o mosquito?

Não. Mesmo com a vacinação, é fundamental evitar a proliferação do Aedes aegypti.

Alguns cuidados importantes são:

  • eliminar recipientes com água parada;
  • manter caixas-d'água e reservatórios fechados;
  • limpar calhas e ralos regularmente;
  • utilizar telas quando necessário;
  • usar repelentes adequados à idade;
  • proteger a pele exposta em locais com maior circulação do mosquito.

Vacinação e prevenção caminham juntas no combate à dengue.

Para guardar

Em caso de febre ou suspeita de dengue, procure avaliação médica, especialmente se houver sinais de alarme ou piora do estado geral.